ano 18 - nº 61 - fevereiro/março de 2005 - R$ 6,00 - compre
artista capa: Ana Maria Tavares
Transcorrida a metade do mandato do presidente Lula, seu governo é o centro do debate desta edição. Luiz Gushiken, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica, faz um balanço desse período levando em conta a herança do governo anterior e os prognósticos; já o deputado federal Chico Alencar (PT-RJ) resgata em sua avaliação as propostas de campanha do PT, bem como sua história e identidade; e o secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, manifesta sua preocupação com a falta de conhecimento da opinião pública sobre programas de inclusão sociais implementados que têm impacto significativo no combate à pobreza no país.
Em Nacional, Hamilton Pereira, presidente da Fundação Perseu Abramo, analisa o episódio da imprevisível vitória de Severino Cavalcanti e a conseqüente derrota petista à presidência da Câmara dos Deputados. O processo de discussão que resultou no projeto de reforma sindical, coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, é descrito por Osvaldo Bargas e Marco Antonio de Oliveira, secretário e secretário adjunto de Relações do Trabalho do ministério, respectivamente. Recente tensão entre governo e sociedade sobre a abertura dos arquivos da ditadura, bem como os encaminhamentos dados pela Secretaria de Direitos Humanos, é tratada em artigo por Emiliano José, deputado estadual (PT-BA).
Afastada da grande imprensa há algum tempo, a economista Maria da Conceição Tavares, em entrevista a Juarez Guimarães, fala da política econômica do governo Lula, das contradições do cenário econômico internacional e de socialismo – uma verdadeira aula daquela que é uma das maiores inteligências analíticas que a tradição de esquerda brasileira gerou. No final de 2004, o país perdeu um de seus mais importantes pensadores: Celso Furtado. Tânia Bacelar, professora da Universidade Federal de Pernambuco, relata um pouco da trajetória, das preocupações e das lições de vida do economista e cientista social.
Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Política Externa da Presidência da República, em ensaio intitulado “25 anos depois, o PT revisitado”, analisa o partido, que comemora seu aniversário vivendo, de um lado, a celebração dos êxitos dos dois primeiros anos de governo Lula e, de outro, dúvidas sobre os rumos desse mesmo governo, o ritmo das transformações em curso no país e o papel que nelas teve, tem e terá o Partido dos Trabalhadores.
Sem dúvida, uma das mais apreciadas pelos leitores da revista nesses seus dezessete anos, retomamos nesta edição a sessão Memória, desta vez para ouvir a história de um fundador do PT, o trabalhador rural Manoel Conceição.
Conselho de Redação
Sumário:
Debate
Dois anos de governo Lula
Indicadores são mais vibrantes que prognósticos
entrevista com Luiz Gushiken
por Ricardo de Azevedo
A metade e nossas metas de esperança
Chico Alencar
O lado oculto do governo
Paul Singer
Nacional
A arte do haraquiri sem mestre
Hamilton Pereira
Entre Davos e Porto Alegre
André Costa
É hora da reforma sindical
Osvaldo Martines Bargas e Marco Antonio de Oliveira
Opinião
Os arquivos da ditadura
Emiliano José
Economia
Os desafios da reconstrução criadora
Entrevista com Maria da Conceição Tavares
por Juarez Guimarães
Ensaio
Celso Furtado - economista e cientista social
Tânia Bacelar de Araújo
25 anos depois, o PT revisado
Marco Aurélio Garcia
Memória
Manuel da Conceição
por Hamilton Pereira e Ricardo de Azevedo
Internacional
Uruguai inicia novo ciclo histórico
Niko Schvarz
A cúpula de Ouro Preto
Gerardo Caetano
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